Estudo Bíblico
AS SETENTAS SEMANAS DE DANIEL
RESUMO
A famosa profecia das setenta semanas apresentadas em Daniel, sempre foi ponto de interesse dos interpretes da Palavra de Deus, sem distinção de seus preconceitos teológicos, em conseqüência do imenso valor como testemunha da historia, da verdade das Escrituras, e como chave para o entendimento e a compreensão sobre o passado, o presente e o futuro de Israel e a ligação cronológica entre o velho e o novo testamento; sendo a base para estudar o futuro e o fim dos tempos.
A profecia continua aberta ao entendimento e a compreensão humana, porque ela está em curso, acontecendo. E pode ser dividida em três fazes distintas, a saber: a primeira fase, o passado; os fatos já aconteceram e foram literalmente registrados na Escritura Sagrada por homens inspirados pelo Espírito Santo para a posteridade conhecer a obra de Deus. A segunda fase, o presente; os fatos estão acontecendo, a guerra e as assolações (Dn. 9. 26b). E a terceira fase, o futuro; os fatos ainda irão acontecer. Dn. 9. 27.
Ao citar um trecho da profecia das setenta semanas o Senhor Jesus Cristo, rubricou o livro do profeta Daniel, conferindo-lhe um inestimável valor histórico, deixando para os interessados em saber o final dos tempos, e o futuro, uma chave e um caminho aberto ao entendimento e a compreensão sobre o assunto.
Disse o Senhor Jesus: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo”: (Mt. 24.15).
A PROFECIA: Daniel 9.24 a 27.
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade,...Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias, e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra: estão determinadas assolações. E ele firmará um concerto com muitos por uma semana: e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador”,
ESTÃO DETERMINADAS, para o povo judeu e para a cidade de Jerusalém. Não podemos fugir deste contexto, deste foco e se foi determinada por Deus vai se cumprir, ou a Bíblia não é a Palavra de Deus.
Eis a divisão da profecia em três fases:
A PRIMEIRA FASE O PASSADO: Dn. 9.25.
1 – A saída da ordem.
2 – O intervalo entre a ordem e o sacrifício.
3 – A volta do sacrifício (culto).
4 – A construção do 2º Templo.
5 – A paralisação da obra do templo
6 – O reinicio da obra do templo
7 – A inauguração do segundo templo
8 – A manifestação do Messias.
9 – A destruição da cidade e do Templo.
A SEGUNDA FASE O PRESENTE: Dn. 26.
1 – E até ao fim haverá guerra.
2 – Estão determinadas assolações.
A TERCEIRA FASE O FUTURO: Dn. 9. 27.
1 – O acordo de Paz.
2 – O intervalo entre a Paz e o sacrifício.
3 – A volta do sacrifício (culto).
4 – A construção do 3º Templo.
5 – A suspensão do sacrifício (culto).
6 – O Assolador (A Grande Tribulação)
Um dos argumentos usado pelos teólogos da substituição contra as setenta semanas, é o titulo da profecia: “setenta semanas estão determinadas”, lógico; se analisarmos apenas o titulo, não há porque separar uma semana para o futuro, porém, na explicação e detalhamento da profecia, está implícito: o passado, o presente e o futuro.
É então as setenta semanas de Daniel, uma seqüência de Atos Proféticos a acontecer dentro de uma lógica que vai da ordem de libertação do povo Judeu do cativeiro babilônico dada pelo rei Ciro, rei da Pérsia, até a grande tribulação, que é a assolação de Israel, ou grande tribulação.
A Bíblia Sagrada é um livro escrito em linguagem simples, para os simples e para os humildes, ela já está interpretada para os tais; porém, como veio de Deus para nós, é um livro espiritual de difícil compreensão para os não espirituais, para os escarnecedores, para os idolatras, para os adúlteros, para os fornicários, para os parricidas, para os feiticeiros; bem como para os filhos do reino que se portar com arrogância, com prepotência, com orgulho, com vaidade etc.
Enquanto que as profecias da Escritura que ainda não se cumpriram, estão fechadas ao entendimento humano, não podem nem devem ser interpretadas.
No texto Sagrado de II Pedro 1;20, está escrito: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”. Portanto, é importante que você entenda que: Não é a Bíblia, mas a PROFECIA da Escritura, que não deve ser interpretada particularmente.
Quando uma profecia está se cumprindo, o Senhor Deus desperta os espíritos envolvidos na questão e faz cumprir os seus desígnios, abre o entendimento de todos os que podem receber a compreensão, para que recebam o conhecimento do Senhor. Antes do inicio do cumprimento não é razoável querer interpretar uma profecia como fazem alguns com o livro de apocalipse.
Quando um pregador ou professor prega e ensina um texto errado, trocando ou acrescentando palavras ao texto Sagrado, e a Igreja diz Amem! Todos ficam responsáveis diante de Deus.
O retorno nacional judaico é uma prova inequívoca do valor das escrituras Sagrada e o cumprimento fiel das profecias sobre o povo e a terra de Israel. Quando assistimos o cumprimento fiel e literal da profecia de Ezequiel 36: 1 a 11, com a terra sendo restaurada pelos precursores da volta nacional e hoje com a construção do muro em volta do país estamos vendo e assistindo a fortificação de Ez. 36. 36.

